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Saber como construir uma Civilização que promova a Felicidade de todos
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Continuamos com os fatores pessoais que aumentam o risco da solidão.
Género feminino. Os cientistas pensam que pode haver várias razões para isto acontecer: uma maior expetativa de vida para as mulheres; ou “aparecem” mais nas investigações porque admitem mais facilmente a solidão; ou, em certos países, têm o hábito de frequentar menos os cafés.
Celibato (sem companheiro e sem filhos).
Casad@, mas não tem filhos. Ou os filhos passaram a pertencer a uma outra classe intelectual e social. Ou moram longe de onde a pessoa vive.
Divórcio, viuvez, e outras perdas de familiares e amigos, a que se pode acrescentar o viver sozinho. Há que procurar aumentar a sua rede social de suporte para compensar perdas.
Personalidade introvertida e tímida.
Baixa autoestima.
Por causa do declínio do seu estado físico e mental, sentimentos de vergonha, ou de fragilidade e de desamparo.
Suspeições e desconfianças sobre o que as pessoas podem querer de si, receando ser vítima de aproveitamento ou de abuso.
Instabilidade emocional ou má saúde mental:
Voltaremos ainda a este tema.
Uma ótima semana para tod@s!
Para responder a estas perguntas, vamos recorrer a 3 estudos:
Luhmann, M., Buecker, S. & Rüsberg, M. Loneliness across time and space. Nat Rev Psychol 2, 9–23 (2023). https://doi.org/10.1038/s44159-022-00124-1
Masi, C. M., Chen, H. Y., Hawkley, L. C., & Cacioppo, J. T. (2011). A meta-analysis of interventions to reduce loneliness. Personality and social psychology review : an official journal of the Society for Personality and Social Psychology, Inc, 15(3), 219–266. https://doi.org/10.1177/1088868310377394
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As pessoas que experienciam solidão sentem de forma dolorosa que os seus relacionamentos sociais carecem da quantidade (por exemplo, número de pessoas e/ou número de encontros) e da qualidade (por exemplo, no que se refere à intimidade, confiança, valorização, cooperação, etc.) que elas desejariam ter.
Como todas as emoções negativas, a solidão constitui um sinal desagradável e aversivo – muito parecido com fome, sede ou dor física, até na duração – a fim de provocar a mudança de um comportamento sentido pelo organismo como prejudicial, com o objetivo de lhe evitar danos (sobrevivência) e de promover a transmissão dos seus genes (acasalar, reproduzir e cuidar de filhos dependentes).
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A solidão apresenta vários efeitos adversos:
Sono de má qualidade
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Vamos agora ver que fatores fazem aumentar o risco da solidão. E o que podemos fazer para amenizar ou eliminar cada um deles, partilhando as estratégias que usamos e que têm resultado connosco. Mas tendo em atenção que as causas da solidão são complexas e idiossincráticas, pelo que aquilo que é solução para uns pode não o ser para outros!
Começamos com os fatores pessoais que aumentam o risco da solidão.
A solidão tem a sua origem aproximadamente 50% da hereditariedade e 50% do meio ambiente. Se tivermos cuidado com as circunstâncias da nossa vida, o fator hereditariedade não pesa tanto, pois evitamos desse modo ativar os genes que podem conduzir-nos à solidão.
A idade é outro fator. Na população em geral, a associação é fraca. Mas já é robusta no grupo dos mais idosos e está a crescer entre os mais novos.
Quanto a estes, segundo o Jornal de Notícias de 19-05-2023,
Sendo que quando questionados se a "criança divertia-se com os amigos", a percentagem de pais que respondeu "muito frequentemente" caiu para 24%, face aos 51,2% antes da covid nos trocar as voltas.
Continuaremos na próxima aula. Uma ótima semana para tod@s!